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Ficheiros:

Relatório
(Formato pdf - 277kb)

Apresentação
(Formato pps - 470Kb)

A Actividade



Introdução

A percussão é uma área que não passa de todo despercebida, e que é acarinhada ao máximo no mundo da Música. O curso de percussão é um dos caminhos para despertar a criatividade e a musicalidade de cada participante, assim como o desenvolvimento da coordenação motora e intelectual do indivíduo.

Uma das mais antigas formas de expressão instrumental artística, os instrumentos de percussão têm uma constituição e forma de tocar muito própria, o que torna difícil a sua execução.

Um percussionista, para ser bastante completo em termos artísticos, necessita de desenvolver um conjunto de técnicas muito variadas, que passam pela independência auditiva e motora, as técnicas de afinação e percussão de cada instrumento, e o sentimento profundo de ritmo.


A Bateria

A bateria é um instrumento de percussão constituído por várias peças distintas, sendo umas delas membranofones de altura definida (timbales, caixa de rufo e bombo) e idiofones (pratos).


Bateria Legenda:
1 – Pratos;
2 – Caixa de rufo (tarola);
3 – Timbales;
4 – Prato de choque;
5 – Timbalão de chão;
6 – Bombo.


Execução: O baterista toca no instrumento sentado sobre um banco, de forma a manter a tarola entre as pernas que deverão ficar por isso ligeiramente abertas. No caso de bateristas destros, o pé esquerdo assentará sobre o pedal do prato de choque e o direito sobre o do bombo, sendo que, muitos bateristas canhotos adoptam uma postura simétrica a esta.


O Djembé

Djembé

Djembé (também chamado de djimbe, jembe, jenbe, yembe e sanbanyi) é um tipo de tambor originário de Guiné, na África ocidental. O instrumento é muito antigo e até hoje é importante nas culturas africanas, sobretudo na região mandingue, que compreende os países Mali, Costa do Marfim, Burkina Faso, Senegal e Guiné.

O djembé é um instrumento musical de percussão (membranofone) que possui o corpo em forma de cálice e a pele tensionada na parte mais larga, que pode variar de 30 a 40 cm de diâmetro.

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O Curso

A duração desta actividade foi de apenas de um ano lectivo (de Setembro de 2007 a Junho de 2008) com a carga horária de uma hora por semana (às terças-feiras das 19h às 20h) com o professor de música Tiago Marques.

O local onde tirei este curso foi na Academia de Música “Clave d’Ouro” na Sociedade Filarmónica Instrução e Recreio Vilanovense em Vila Nova da Baronia.


Este curso teve como objectivos gerais fomentar o gosto pela música, desenvolver o sentido crítico musical, a coordenação motora, a motrocidade (agilidade) fina, o gosto pela prática instrumental e a sociabilidade (trabalhar em grupo).

A nível de objectivos específicos, no que diz respeito a instrumentos de percussão, este curso tenta promover e desenvolver a capacidade de leitura rítmica, a capacidade de execução através da leitura, desenvolver a coordenação motora ao nível dos membros superiores e inferiores, a percepção rítmica, a noção de tempo e contratempo e promover a prática instrumental não apenas em instrumentos de percussão, como também em grupo.


Durante o tempo que frequentei o curso as principais dificuldades sentidas foram, inicialmente, ao nível da leitura rítmica uma vez que a escrita musical é algo de muito específico e à qual tinha deixado de ter contacto directo desde o sexto ano de escolaridade.

Após ter superada esta dificuldade, deparei com a necessidade de manter o mesmo ritmo aquando na execução dos diversos padrões, uma vez que os instrumentos de percussão requerem uma grande concentração de modo a não acelerar ou retardar os padrões executados. Ao nível da destreza e coordenação motora, sentia algumas facilidades uma vez que foram sendo introduzidos, de uma forma progressiva, padrões rítmicos complexos, onde já se encontravam patentes algumas figuras ou conjunto de figuras com algum grau de dificuldade.


Figuras rítmicas: inicialmente todos os batimentos fazem-se corresponder ao tempo de execução (1º tempo: bombo, 2º tempo: tarola, 3º tempo: bombo, 4º tempo: tarola) e foram introduzidos posteriormente dobragem de bombos, dobragem de tarolas, contratempo no bombo, contratempo na tarola, anacruzes e sincopas.

Na prática do djembé, a velocidade de execução é bastante mais rápida e baseia-se na acentuação em contratempo ou a tempo, e na execução de ritmos complexos.


Leitura rítmica: de modo a ser possível a prática instrumental nestes tipos de instrumentos, é necessário realizar algumas aprendizagens, que concerne à leitura rítmica. Deste modo, vou passar a explicar quais os passos a seguir para a efectuar.

Os instrumentos de percussão, apesar de terem pautas, estas não se referem à altura do som mas sim à duração do mesmo. Deste modo as partituras para instrumentos de percussão apenas referem a duração das notas, bem como a peça em que deve ser executada a nota. Apresentam uma clave de percussão e a menção do compasso que está a ser utilizado (à semelhança dos restantes instrumentos de altura definida), contudo não existem notas, estando cada peça representada por um símbolo ou um espaço na referida pauta.

De seguida, é necessário o domínio mínimo das figuras rítmicas utilizadas na composição de partituras.


Definição:
Anacruze: inicio da música no último tempo do compasso.
Sincopa: acentuação na parte fraca do tempo, por ex: 2º ou 3º tempo.
Partitura: representação escrita de música padronizada mundialmente. Tal como qualquer outro sistema de escrita, dispõe de símbolos próprios (notas musicais) que se associam a sons.


Figuras Rítmicas Tabela Padrão de Figuras - A semibreve é o valor unitário.
- 1 semibreve equivale a 2 mínimas.
- 2 mínimas equivalem a 4 semínimas.
- 4 semínimas equivalem a 8 colcheias.
- 8 colcheias equivalem a 16 semicolcheias.
- 16 semicolcheias equivalem a 32 fusas.
- 32 fusas equivalem a 64 semifusas.
Figura 1: Figuras rítmicas.
Figura 2: Tabela padrão das figuras.
 


Clave

Figura 3: Clave de percussão indicando compasso quaternário (4 tempos).

Clave:

A clave de percussão não designa propriamente uma nota musical de referência, como as demais claves (sol, fá, dó, etc.). Ela identifica que a pauta é de percussão, e por isso certas regras peculiares devem ser observadas.

Clave

Figura 4: Na pauta de percussão, as alturas das notas identificam os instrumentos de percussão.

Altura da nota:

A localização vertical da nota de percussão no pentagrama (conjunto de 5 linhas onde se escrevem as notas musicais) em geral não determina uma afinação exacta dentro da escala musical (até porque a pauta não possui referência de altura). A localização da nota indica, na verdade, qual é o instrumento (bombo, caixa, prato, etc) que executa aquela nota. No entanto, olhando para as notas de uma pauta de percussão pode-se ter uma noção da altura e/ou qualidade harmónica, de forma que os instrumentos mais graves (ex: bombo) ficam localizados na parte de baixo do pentagrama, enquanto os agudos (ex: pratos) ficam na parte superior.


A Avaliação

A avaliação obtida foi bastante satisfatória, uma vez que o tempo que tinha para despender era pouco face à carga horária do curso de engenharia informática. Os objectivos atingidos em curto espaço de tempo foram bons dado ao grau de complexidade de padrões executados, não possuía nenhuma bateria em casa para praticar (apenas djembés) mas todas essas dificuldades foram ultrapassadas devido à grande força de vontade, empenho e dedicação.

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